terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tive preguiça: Copie e colei!


A Orquestra Sinfônica de Sergipe apresenta nesta semana dois importantes concertos. O primeiro acontece na quarta feira, dia 10, às 20h30, no Teatro Tobias Barreto, e será um concerto de câmara com o duo Presgrave-Cesetti, do violoncelista Fábio Presgrave e do pianista Durval Cesetti, apresentando o ‘Rio de Janeiro na Belle Époque’, com obras dos brasileiros Henrique Oswald e Glauco Velazquez.

Orquestra e Coro Sinfônico
Já na quinta-feira, dia 11, no mesmo local e horário, a orquestra e o Coro Sinfônico da Orsse pela série Cajueiros VII, apresentam uma das maiores obras compostas na Bélle Époque brasileira: os Choros n. 10, de Heitor Villa-Lobos. A Orsse tem a direção artística do maestro Guilherme Mannis e está sob a coordenação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e patrocínio do Banese e do Instituto Banese.
O concerto terá a regência de Marcelo de Jesus, maestro adjunto da Orquestra Amazonas Filarmônica, que estará presente pela quarta vez a frente da orquestra. Além de Marcelo, a apresentação contará também com solos de violoncelo do professor da UFRN, Fábio Presgrave, importante referência desse instrumento no Brasil.

Outro destaque especial do segundo concerto é a participação do Coro Sinfônico da Orsse, cantando os versos do poeta Catulo da Paixão Cearense, nos ‘Choros n.10’.  Completam a apresentação as obras de Gaetano Donizettii, Richard Strauss e do baiano Wellington Gomes, vale lembrar que todas as peças serão executadas pela primeira vez em Sergipe.

Ingressos 

No primeiro concerto que acontece no dia 10, a entrada será franca. Já dia 11, os ingressos estão disponíveis a preços populares, à venda na bilheteria do Teatro Tobias Barreto.

Fonte: ASN- Agência Sergipana de Notícias

sábado, 6 de outubro de 2012

Escutei borboletas e elas eram notas de uma flauta

Queria que estivesses aqui violino de salto, queria que pudesses ter sentido como nós àquela noite em que nada mais além dos sons importava. Imagine então um imenso campo verdejante, as copas largas das árvores fazendo sombra e soprando mais forte o vento. O silêncio vinha se quebrando de longe como passos, pude ver um garoto rumando em marcha com sua flauta, ora corria doce, ora se precipitava sobre a beirada do rio. O som que saia de sua flauta era anunciação e ele parecia não se importar com o movimento do outro lado, a cada nota que entoava hipnotizava  Convidava. Não entendi logo de inicio, mas o canto do Doppler era prelúdio para que esvoaçassem em comboio as borboletas. E eram tão femininas, eram tão coloridas e despreocupadas suas asas. O vento que elas produziam conseguiam soprar meu rosto. Percebi quando em determinado momento a marcha tomou rumo distinto e agora eram as borboletas que convidavam o garoto flautista a atravessar a ponte. Ele entendeu pronto e lançou-se, foi se esgueirando por entre as bordas e por vezes parecia querer retroceder, porque na margem estaria mais seguro, e depois de despir-se do medo, depois do encanto das borboletas e a fala mansa de suas asas entoando notas vigorosas e pianamente audíveis, percebeu que era preciso atravessar para descobrir o horizonte do outro lado do rio.

E então toda aquela minha queixa sobre a ordem das casas reais no programa da série Laranjeiras V se dissipou. Foi uma noite de paz, foi uma noite em que ironicamente não desgostei para além de sua dança sem ritmo o Maestro Guilher Mannis. E se algo importar para fazer sentido, espero que a vibração da plateia, as palmas infindáveis ao fim da Gonzaguiana pela volta da orquestra ao palco, nos ensine qualquer sorte de possibilidades para além da desconstrução inocente que sem perceber fez o Condutor da (ORSSE). Então não bastava entender que ao público ali sentado, com palmas em riste, não lhes importava saber se era erudito ou popular? Ou de quando é preciso entender que a linha que separa os significados é tão tangente, é tão rasa que nos mergulha em teorias, em percepções que nadam dizem sobre a qualidade da música executada. Não acredito,ou acredito mais que tudo que o Concerto em questão foi o mais musical, o mais denso, o mais transparentemente apreciado. E nisso não estou colocando minha excitação pessoal, porque não teria palavras para descrever quão bom foi Escutar o ponteio da (ORSSE), quanta qualidade e doçura encontrei na mudança de dinâmica, no som milimetricamente agradável e não estourado quando o Ponteio se fazia forte. A condução que o levou para um movimento lento e expressivo, para uma reflexão sintética de que é preciso resgatarmos de uma vez nossa música, tragá-la para fora do limbo ao qual gerações de brasileiros as impuseram. E então espero o Choros nº 10 do Villa Lobos como quem anseia encontrar o paraíso.

Embora eu discorde veemente de quando afirmou o Maestro Guilherme Manis sobre a Gonzaguiana do Cyro Pereira ser em tese melódica uma distorção da realidade pragmática buscada nas melodias do Luiz Gonzaga, como bem faz a Rede Globo de produções toda vez que retrata a nós nordestinos de maneira pouco real, isso não corrompeu o fato de que ontem ele esteve tão agradável e acessível. Que os aplausos arrancados dela, a colocava como superior ao Arranjo também sobre temas do Gonzaga do mestre Duda. A gonzaguiana que já foi tão bem executada no Teatro Tobias Barreto pela Orquestra sinfônica de Itabaiana sob a Regência do Maestro Angelo Rafael, conseguiu superar-se em termos de compreensão. Existia um lirismo que ia além da prosódia de nosso sotaque e quando voltou ao palco para um bis, foi belo como escutá-la pela primeira vez. E ainda que muitos partidários coloquem-se a ranger os dentes e se contorcer tentando entender: Sim, o violino de gravata deve parabenizar o maestro Guilherme Mannis por ter saído ao menos por uma noite da escuridão parcial de seus concertos enfadonhos e sem sentido de serem postos. Pude apreciá-lo e acreditar que mais noites como essas deveriam ser oportunizadas. Foi uma condução envolvente, limpa, e tão apreciável que ousaria ficar ali sentado por mais umas duas horas.

Abro ainda um parênteses enorme para congratular toda a orquestra, para que entendam que as críticas aqui colocadas não é um ataque pessoal e desonesto, muito menos se pretende em descaracterizar a importância do esforço que sei que imprimem em suas vidas como músicos. Não existe razão em creditar lendas a meu respeito: não somos amigos e nem menos tenho pretensões em sê-lo, o que não exclui minha admiração e o respeito pelo trabalho de cada um. As aspirações, as dores, as contemplações. Mas que é necessário que se impulsione os voos para além.Que digamos somente aquilo que nos toca como ouvintes, e assim deve ser a recepção da música.Com a alma. Estendo as felicitações em especial aos metais que se contrário da Suite Aquática do handel no último concerto, ontem me arrebatou com o vigor e a segurança do som que explodiu por toda a sala e nos deu um saboroso Batuque. Fato esse que me deixou exultante já que o esperei ouvir com reservas e me surpreendeu da maneira mais vital possível.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Somos muito mais que Villa Lobos

Cláudio Santoro
 Não posso imaginar se é mera casualidade ou se Deus tem ouvido as preces do Violino de Gravata (ainda que pra isso tenha que sacrificar sem aviso previo o  Schubert e sua  Sinfonia nº5, D.485, em si bemol maior) . Fato é que finalmente e mesmo que de maneira ainda não verdadeiramente identitária, dia 05.10.2012 poderemos prestigiar no palco do Teatro Atheneu  concerto da Série Laranjeiras V, que tem mais sobre brasilidade que qualquer outro programa nesse sentido já executado pela Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE). Fico exultante. Fico temeroso e tão abobalhadamente excitado com a ideia de ver num único concerto referências musicais de três grandes compositores brasileiros: Cláudio Santoro, Luiz Gonzaga (ainda que sejam arranjos e temas sinfônicos trabalhados em cima de suas melhores , importante e mais populares melodias) e por fim o Oscar Lorenzo Fernandez.

Três perspectivas distintas e tão unilateralmente semelhantes. Trazem em si a essência da cultura e do respirar tipicamente brasileiros. Representados e tão bem representados de maneira erudita como uma maneira única de existir em meio a tanta exportação. E repito, não que não seja valido, não que seja menos honroso ou meritocrático executarmos em nossos programas compositores consagrados. Mas está mais que na hora de conhecermos, de dessenterarmos nossos grandes compositores e fazer-se saber que somos muito mais que o genial Heitor Villa Lobos. 

Mestre Gonzagão
Esse gesto da (ORSSE) é só um passo importante para a desconstrução de uma formação musical que não privilegia nossa memória, e embora nesse espaço eu desejasse dar oportunidade e menção ao concerto duplo para flauta e orquestra do Franz Doppler, não o tenho como; diante do contesto em que foi posto. Poderia inclusive passar sem ele para que o concerto fosse de fato um esplendor brasileiro. Vale-se apenas da feliz possibilidade de vermos mais um nipe da orquestra sendo testado, e ouso me entusiasmar e esperar por ele com ânimo. 

Oscar Lorenzo Fernadez
Dentre tantas coisas que poderiam também ser ditas, me atenho ao convite feliz para que os leitores deste espaço não só lotem as cadeiras do Atheneu e se deleitem com as propostas melódicas e harmônicas, como também os incito a que convidem amigos, familiares e divulguem esse espaço de execução dos compositores Brasileiros. Ainda que não seja necessário fazê-lo. 
 Acredito que um dos três compositores citados acima levará sozinho a noite toda. E se não for assim, é porque o destino quer que rasguemos a folha e a escrevamos do começo.

SÉRIE LARANJEIRAS V - Centenário de Luiz Gonzaga
05 de outubro de 2012,20h30
Teatro Atheneu
Ingressos R$20 e R$10

Guilherme MANNIS, regente 
Érica RODRIGUES, flauta 
Luiz FERNANDO BARBOSA Jr., flauta 
Albert Franz DOPPLER  (1821-1883)
Concerto para duas flautas em ré menor
Oscar Lorenzo -FERNANDEZ  (1897 - 1948)
Batuque
Claudio SANTORO (1919-1989) 
Ponteio

José Ursicino da SILVA , Maestro "Duda" (1935)
Tributo ao "Rei do Baião"
Cyro PEREIRA (1929-2011)
Gonzaguiana

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Haroldo esteve em Aracaju, e foi a missa!

Havia previsto a mim mesmo antes de decidir ir ou não ao concerto da série Sons da Catedral nesta quinta-feira 27-09-2012 que de toda sorte, se nada fosse bom, se nada desse certo, ainda assim eu poderia admirar a arquitetura tão bem posta e em vias de reforma da nossa Catedral Metropolitana de Aracaju. Não foi de todo ruim assistir o concerto do ponto em que me coloquei. Do fundo pude antever melhor os abismos e respirar menos olhos atentos.

Duvidei logo nos primeiros compassos do concerto que ia ser uma noite intragável. E quase foi. Desejaria infinitamente poder dizer qualquer coisa que pudesse amenizar o que nos foi dado em termos executórios sobre a Música Aquática do G.F. Handel. Imagino que pensem que não temos ouvidos, ou que mesmo em sendo leigos não vamos reconhecer alguma estranheza qualquer quando somos acometidos por confusões estridentes ou lastimáveis faltas de fôlego. Ao menos pra mim que desloco fácil a atenção, a confusão se anuncia quando não consigo distinguir se aquela morte subita é de fato uma dinâmica piano escrita na obra ou algum tipo de incongruência. Insisto pela segunda vez que existe vigor, existe beleza que deveria ser melhor utilizada com o som das trompas.

Márcio Rodrigues, Spalla e solista da ORSSE
Daí pra frente foi um bálsamo. Inegável sentir que diferente da última vez em que ouvi o Márcio Rodrigues solar na catedral, executando Haroldo na Itália do compositor hector berlioz essa noite, ele esteve leve, e tão significativo que não foi por menos ter arrancado aplausos demorados da plateia ali presente. O fato é que o conjunto orquestral estava muito mais confortável com a peça, muito mais transparente na mudança de andamento, nos ataques mais fortes que somavam boas respostas ao trabalho preciso da Viola do Rodrigues. Ainda que em alguns pianos súbitos eu respirasse calma, quando as notas voltavam a ganhar densidade e presteza nos dedos ageis do solista, eu voltava a aspirar qualidade. Escolher bem uma obra, ter tempo disponível para amaciá-la é um bom indicativo de que as coisas irão acontecer minimamente bem dentro do que é esperado entre acertos e sinistros. O Berlioz é prova do que tenho dito em relação a tantos pontos que podem ainda receber atenção na ORSSE, uma delas é que devemos a cada mês usurfruir de seus programas o talento individual do corpo técnico de músicos. É preciso reproduzir dentro de nossa própria estrutura bom material, e dessa maneira não necessitaremos nos vislumbrar com solistas as vezes tão pouco expressivos que insistimos trazer de fora. Existem uma gama de bons músicos na orquestra, existem nipes ainda a ser explorados na ORSSE, e mesmo que não os houvesse, já seria de certo modo injusto não incitá-los a buscar melhor qualificação. Os elogios sinceros à orquestra nesse momento do concerto que foi sem grandes estratosferismos um momento em que a sabedoria de entender que menos é mais prevaleceu no som limpo e seguro da viola que conseguiu disputar atenção significativa em meio a tantas cordas.

E então foi surpreendente ver que quando se prepara um espaço visivelmente de entusiasmo e linear introspecção musical, o que vem a seguir certamente vai ser ainda que fugindo a regra do gran finnalle com excertos Allegros, uma boa apoteose. Assim o foi com a Nãnie do J. Brahms. Confesso que não esperava que o Coro Sinfônico fosse me surpreender tanto como o fez. Logo no primeiro movimento mostrou-se diferentemente aveludado e tão bem posto numa doçura angelical. Ainda que eu insista em creditar parte desse sucesso à atmosfera espiritualista do interior da igreja, reconheço que também nesse momento do concerto eu desejei mais tempo, que durasse mais, que tocasse a cada um ali sentado. Foi doce como morrer, escutar a orquestra divagar sobre a beleza que há na dor e na perda. Foi impactante lembrar que a boa música independe do idioma cantado ou do público que a recebe.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Concerto na Catedral metropolitana de Aracaju


Será nesta quinta-feira 27 de Setembro de 2012 às 19hs sob a regência do Maestro guilherme Mannis e encabeça a terceira apresentação da série Sons da Catedral. 

"No programa da noite está a obra ‘Nänie’, de Johannes Brahms, além do poema sinfônico ‘Haroldo na Itália’ de Hector Berlioz, com solos de Márcio Rodrigues e duas Suítes Aquáticas de George F. Handel. A entrada é franca e o concerto é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura e conta com o patrocínio do Banese e Instituto Banese, em parceria com a Arquidiocese de Aracaju e Paróquia Nossa Senhora da Conceição."

No todo será mais uma boa oportunidade de sairmos um pouco da sala no Teatro Tobias Barreto e irmos buscar adeptos à música orquestral em outros guetos que não os habituais. A Catedral certamente inspira poesia e o fato de ser entrada franca concerteza abarca mais adeptos. Alguns inclusive que imagino serem tão  afeitos aos bancos das igrejas mas que tão pouco tem o privilegio de vivenciar um concerto  de perto.

Indico atenção redobrada ao solos de viola do Spalla da Sinfônica de Sergipe (ORSSE) Márcio Rodrigues; inspiram cuidados e silenciosa compreensão a cada nota, já que é uma rara oportunidade de vê-lo empunhando sua viola desde que assumiu a chefia dos violinos à frente da instituição em 2009.Atenção também para o Coro sinfônico quem tem a oportunidade de se mostrar atuante e sempre dá um tom a mais às apresentações da ORSSE. Assim como também ao repertório que é mais tranquilo e não menos excitante (Principalmente no Brahms) em que a música dialóga com a filosofia niilista e presupõe questionamentos sobre a beleza que há na inexistencia das coisas, na morte de todas elas. 

Certamente, se houver alma, haverá compreensão.

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Nänie, Op. 82, para coro e orquestra

Hector BERLIOZ (1803-1869)
Sinfonia Haroldo na Itália, Op. 16
George Frideric HANDEL (1685-1759)
Suíte da Música Aquática  n. 1 em Fá, HWV 348
Suíte da Música Aquática n. 2 em Ré, HWV 349
Fonte: www.infonet.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Uma semana apenas e duas pérolas

Essa semana será atípica no Nordeste brasileiro no que tange à execução de música erudita. Teremos a oportunidade unica de ouvir no dia 13.09.2012 mais um programa da série Cajueiros com a regência do maestro convidado Isaac Karabtchevsky ( dirigiu a Sinfônica Brasileira por durante 26 anos e atualmente dirige a Sinfônica de Heliópolis) e do violinista Luiz Filip. Junto à Orquestra sinfônica de Sergipe (ORSSE) apresentarão o Allegro moderato, Canzonetta: Andante e o Finale: Allegro vivacissimo do concerto para violino, op.35, em ré maior de Piotr Ilytch Tchaikovsky. Além deste empolgante concerto, na segunda parte poderemos ouvir do mesmo autor  a Sinfonia nº5, op.64, em mi menor. A despeito dos títulos que carrega seus movimentos, ouso dizer que será a parte que mais aguardo e que mais se possa esperar em termos melódicos, sobre tudo o Andante que é um Allegro con Anima e o tempo di Valse num Allegro moderato.  O concerto será realizado no Teatro Tobias Barreto e começa  às 20h30, com ingressos a preço popular disponibilizados na bilheteria do próprio Teatro. 

Já na capital vizinha, Salvador. A Orquestra Sinfônica da Bahia sobre a regência de seu jovem e talentoso maestro Carlos Prazeres (à frente da OSBA desde fevereiro de 2011) montará uma audaciosa mas bem posta proposta de levar ao público Bahiano a ópera Carmen de Georges Bizet. Não menos importante a montagem com coro, coro infantil da Neojibá, orquestra , Ballet da escola de dança e cultura galego espanhola (EDACE) e Cenário, é o fato de que a montagem prestigia também os aniversário de trinta anos da instituição musical. 

"O clássico mantém o texto original do compositor francês Georges Bizet e expõe, em quatro atos, a vida de uma mulher que enxerga amor e paixão como sentimentos livres. No entanto, os encantos de Carmen são capazes de aprisionar os homens e torna-los reféns dela, e de si mesmos. O inocente e honesto cabo do Exército, Don José, é um dos personagens obcecados pela cigana. Por esse amor, ele abandona a farda e passa a integrar um grupo de contrabandistas, amigos de sua amada. Sem limites para o amor, Carmen deixa o homem para ficar com o famoso toureador Escamillo. Numa atmosfera de ciúmes, um punhal escreve o final nada feliz dessa história. Carmen é cantada em quatro atos. Com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, foi baseada na novela homônima de Prosper Mérimée. Estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris."


O espetáculo ficará em cartaz desde o dia 13.09.2012 até o dia 17.09 com inicio sempre ás 20hs, exceto o Domingo em que a ópera começará as 18hs. E no Valor de 50 R$ inteira. No teatro Castro Alves.

Vale a pena conferir de perto os dois momentos. Vale a pena perceber que aos poucos o cenário musical erudito ganha espaço em nossa região e que definitivamente não se atrela mais às reduzidas e principais salas  que ficam no eixo Rio- São Paulo. Vale a pena saudar às duas Sinfônicas: ORSSE e OSBA pelas iniciativas de irem além. 



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Camerata Brasil

Não pude estar em Aracaju para presenciar com meus ouvidos o concerto  do Pianista Marcelo Bratke com a Camerata Brasil, o que é de certo modo pesaroso. Embora hoje eu vá lamentar muito pouco pelos avanços sinceros da proposta de um concerto no inicio da semana, de nossa pequena Aracaju ser umas das poucas cidades a receber o concerto e por que mesmo distante seguirei vibrando toda vez que tivermos espaços oportunizados como esse. Juntos o grupo executou no Teatro Atheneu um importante repertório em volta da obra do tom Jobim e pode arrebatar com melodias conhecidas e tão cantadas por gerações de brasileiros como Wave e garota de Ipanema. 

E como não posso escrever vias de psicografia, recomendo a leitura da critica publicada no blog Violinos de salto. Nela, as violinos fazem um passeio real sobre a noite  as obras ali apresentadas. Vale conferir por vários aspectos. A sobriedade, a beleza, o torpor, e toda a leveza que só mesmo uma expectadora que realmente entende e conhece as nuances por detrás das melodias Jobinianas poderia imprimir num texto: 

"Adentrando no bem-bom da história, nunca me pareceu tão lógico começar o concerto com Villa-Lobos e o Trenzinho do Caipira. Não só por toda a influência que ele exerceu sobre Tom Jobim, mas pelo belo arranjo que me fez sorrir e pré-anunciar a certeza de um espetáculo delicioso."

O texto pode ser saboreado na íntegra através do link das violinos de salto no lado direito de nossa página.