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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Temporada 2014: Concertos inaugurais!

Filarmônica de Minas Gerais
25 de fevereiro TER - 20h30
Palácio das Artes









Marcos Arakaki, regente
Joyce Yang, piano


GUERRA-PEIXE      Museu da Inconfidência
MOZARTConcerto para piano nº 24 em dó menor, K. 491
TCHAIKOVSKYSinfonia nº 5 em mi menor, op. 64

OSPA

09 de fevereiro   11h     entrada franca
Auditório: Araújo Vianna

Regente: Manfredo Schmiedt
Solistas: Daniel Germano (baixo) e Morena Bauler Chagas (soprano)
Participação: Coro Sinfônico da Ospa
PROGRAMA
John Williams: Superman March
Alan Silvestri: Concert Suite The Polar Express (Arr. Jerry Brubaker)
Klaus Badelt: Piratas do Caribe (Arr. Ted Rickets)
Ennio Morricone: Gabriel’s Oboé: A Missão (Arr. D. R. Havens)
Hans Zimmer: Música do Gladiador (Arr. John Wasson)
Arr. Calvin Custer: Temas do 007
Leroy Anderson: The Typewritter, cena de “Errado pra Cachorro”
John Williams: Concert Suite, de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (Arr. Ralph Ford)
John Williams: Tema de “A Lista de Schindler”
John Williams: Star Wars: Episode I: The Phantom Menace (Arr. Jerry Brubaker)
Howard Shore: Lord of the Rings – The Fellowship of the Ring Symphonic Suite (Arr. John Whitney)

OSESP
13 de fevereiro 19h30
Sala São Paulo

Amazonas Filarmonica 
Série Guaraná
16 de fevereiro 20h00 
Carlos Vieu - Regente (ARG) 

OSTP  (Orquestra Sinfônica do Teatro da paz)
13 de fevereiro   Belém - PA
Miguel Campos Neto - Regente
Programa:
O Franco Atirador (abertura), de Weber. 
Sonho de Uma Noite de Verão (suíte), de Mendelssohn.
 4ª Sinfonia de Brahms.

Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí
16 de fevereiro 
Sala São Paulo          Série Concertos Matinais. 
João Maurício Galindo – regente.
Programa:
Beethoven - Sinfonia nº 1; 
Mozart - Vesperae Solemnes de Confessore para coro e orquestra. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Concertos digitais. Essa moda deveria vingar!

Muitas vezes tenho falado neste espaço sobre a importância de difundir a música orquestral não como algo esteticamente fechado e restrito a grupos, e sim como uma possibilidade mais abrangente de contato com as camadas menos informadas sobre sua construção e efeitos. Não é fácil ser orquestra para públicos ainda não domesticados, de mesmo modo, não é fácil ser  plateia quando existe uma imensa barreira que separa o sentimento de se oportunizar conhecer aquele novo gênero musical, do sentimento de repulsa quando as formalidades ataviam a liberdade de compreensão. Em determinada oportunidade escrevi no blog Soldadinho de Chumbo que não é possível ser civilizado e liberto ao mesmo tempo, e sigo acreditando que setores como orquestras contribuam cada vez mais para esse cerceamento.

Site Universo Online
De toda sorte, ainda existem tentativas de dialogar com um público maior que o de costume, sejam por causas ideologicamente comprometidas ou comerciais, e ainda assim louvo a iniciativa do Site de notícias UOL que abre pela primeira vez espaço para essa divulgação, e firma uma parceria que me parece e desejo que assim o seja, interessante, com a Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP). Juntas elas fazem nesta quarta-feira 04 de Julho a partir das 20:45,  o primeiro concerto da Série Digital. Os concertos serão transmitidos ao vivo para os espectadores da Tv uol

"Sob regência da nova-iorquina Marin Alsop, a orquestra apresenta composições de Mozart, Dvorák e Prokofiev. Confira o programa abaixo.
O concerto conta ainda com o premiado solista de violino Stefan Jackiw."
OSESP e Marin Alsop

Sem dúvidas é uma ótima oportunidade para levar à música erudita além dos muros de uma sala deaqui!
concertos, e pretensiosamente atingir a muito mais pessoas que não conseguem pagar uma entrada neste tipo de espetáculo, mas que agora já tem a possibilidade de ser tocado sem mesmo necessitar sair de casa. Ainda que não seja a mesma sensação, a mesma catarse de estar diante de um grupo sublevando a alma através da música, é um ótimo começo e vale a pena conferir o programa do concerto



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Onde estará a Pétroucchka?


Perguntei-me a noite toda e revolvi na cama tentando compreender a ausência de Pétrouchka no concerto da série Cajueiros V ontem 09-08-2012 no teatro Tobias Barreto em Aracaju. É bem verdade que segui o coro dos muitos decepcionados pela retirada abrupta dela do programa da noite e acabei preso na poltrona resistindo a receber de bom grado os enxertos que me eram ofertados. E não posso deixar de reparar que esse tipo de inconveniente não acontece pela primeira vez.  
É claro que existem motivos distintos nas duas substituições, e os compreendo com pesar, embora não posso deixar de sentir que o resultado final nas duas vezes foi desastroso. Ainda saboreio o som indigesto do lago do cisnes e aquela dança espanhola primariamente produzida às pressas no lugar do concerto para piano do liszt, assim como não me sai da cabeça os ataques acanhados do I movimento da 5º sinfonia de Beethoven. Peça essa que inclusive teria tudo pra salvar o concerto, já que é um tema conhecido do público, caso não tivesse sido sucedido pelo enfadonho concerto e o sucessivo silêncio incompreensivo da platéia durante o termino dos movimentos do concerto duplo em ré menor de Mendelssohn para violino tão bem executado por Gabriela Quiroz, piano por Sergio Monteiro e orquestra. de Mendelssohn. 

É bom que fique claro que o silêncio não representava uma educação estética concertística, não! Ainda não nos elevamos nesse patamar aqui em Sergipe: Vide o concerto regido pelo Piotr Borkowski, regente convidado, em que o Nosso msestro Guilherme Mannis gentilmente conduziu algumas pessoas que faziam barulho em excesso a se retirar da sala.  Isso tudo para enfatizar que o grande problema de ontem a noite é um problema antigo. E começa sempre no inicio do ano quando a direção artística da orquestra monta o programa de repertório anual e esquece-se de pautar as obras em função das características técnicas de seu grupo.  Ora, se não somos a OSESP e não gozamos de prestigiosas condições de acesso e permanecia profissional, é claro que ao longo de cada ano existam periódicas migrações. Então, como posso prever ( dentro das perspectivas técnicas da ORSSE) que será possível a execução pretensiosa de uma Pétrouchka de Stravinsk? 

A equação é simples e pode ser sentido por qualquer pessoa naquela platéia que se dignifique a enxergar o todo. É claro que a nossa orquestra estadual sob a batuta do Guilherme Mannis deu saltos significativos. Estéticos e sonoros. Saiu de um ponto confortável para se tornar produto sergipano, mas morre a cada dia por não representar em nada o anseio do sergipano. Cada escolha de repertório da direção artística da ORSSE retrata o descaso da própria orquestra com o seu público. Não nos atende em nada, e é reflexo das escolhas irreais de repertório que a meu ver parecem mais trampolins para que nosso maestro coloque em seu currículo grandes peças, independente da execução e da qualidade.

Resultado disso é que a própria platéia que conseguimos cativar ao longo desses vindouros seis anos se resume a estudantes de música, familiares dos músicos e a tão célebre nata da velha aristocracia sergipana, que só vai ao concerto por preservar a idéia de que música erudita é produto de intelectualidade. Trazer grandes nomes nacionais ou internacionais aos nossos concertos não significa nada além de promoção artística. É uma política vergonhosa passível de indenização por propaganda enganosa. Melhor seria a humildade em reconhecer que a arte deve emanar do povo e para o povo e que não é empurrando goela abaixo a erudição extrema que vamos conseguir formar na terra das Araras um público cativo.